Desde pequeno que Eu e meu irmão aprontamos mil e uma confusões! Apesar de parecer uma chamada da Sessão da Tarde, é pura verdade.
Minha mãe sempre nos criou de forma que um tomasse conta do outro, eu tomava conta dele, e ele tomava conta de mim. Ela e meu pai trabalhavam, só voltavam de noite, e nesse longo período que se estendia da manhã à tarde, não tinha jeito a não ser se virar, o famoso “se vira malandro!”.
Embora parecesse perigoso deixar duas crianças a sós em casa, não tínhamos medo, talvez estívessemos acostumado ou não tínhamos mesmo a noção do perigo. Mas fato é que nos divertíamos muito. Risadas e brigas que, ainda que terminasse com um soco na cara e um nariz sangrando, estava tudo entre irmão.
E esse elo entre irmão e melhor amigo, começava desde a época do prézinho, na escolinha, onde um dava cobertura para o outro ao aprontar na salinha de recreação. Por exemplo, quando estragamos uma fita K7 da Xuxa, por ninguém deixar a gente assistir aos PowerRangers. Ou quando arremessamos umas bonecas no vizinho (leia-se: terreno baldio) por apenas… diversão! E por aí foi, um cobria o outro. Eu mentia por ele, e ele por mim. Se um tivesse que ficar de castigo, íamos nós dois! Irmãos de sangue até mesmo quando estouramos a mesinha de vidro no meio da sala, porque brincávamos de lutinha, me custando três pontos no cutuvelo (e umas palmadas do pai mais tarde). Das vezes que roubamos jogando Banco Imobilário com minhas primas, em que elas nem perceberam como, milagrosamente, ficamos ricos. Ou das partidas de Truco que ganhamos graças as minhas cartas escondidas, debaixo da mesa.
Sei que todos devem ter algumas histórias desse tipo pra contar. Que tenham passado com irmãos, irmãs, primos, primas, amigos e amigas, enfim. Aquelas histórias que estarão guardadas no canto da memória para sempre, só esperando para serem lembradas junto a nostalgia e devaneios.
Mas me perdoem amigos, por hora, no meu ponto de vista, essa é a melhor infância que alguém já teve!















